Pode me contar um pouco da sua trajetória no design?
O design, para mim, surgiu muito de uma necessidade de trabalhar com a área criativa, eu adoro contar para as pessoas que eu comecei na administração (no ensino médio) porque eu sonhava em cursar publicidade e na cidade onde eu morava, esse era o curso mais próximo que tinha da publicidade, só que nesse percurso eu estudei marketing e foi o fim do tempos, muito porque o marketing estava atrelado a esse consumo desenfreado e a necessidade de criar desejo nas pessoas, mas também por que eu real não tinha me encontrado no cerne da publicidade. Nesse percurso eu encontro o design e acaba sendo a possibilidade que eu tinha de estar minimamente dentro das artes (o que era meu principal sonho), mudei de cidade e comecei a cursar design na Universidade Federal do Ceará, durante esse trajeto comecei meu processo de transição ao tempo em que o design bauhausiano era ensinado, ou seja, a modernidade era o que circulava dentro da academia cearense de design, e durante isso foi entendendo que eu não queria trilhar minha trajetória dentro do design moderno, eu queria entender o que eu estava fazendo enquanto artista multimídia e qual a relação do design com isso, foi daí que o antidesign se mostrou como essa ferramenta de não fazer design.